segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Artigo 3: A Necessidade de Auto-defesa do Condutor no Trânsito.


A Necessidade de Auto-defesa do Condutor no Trânsito

Olá pessoal, 

 Por que o motorista está se armando no trânsito?
        O condutor de veículo automotor brasileiro possui algumas características peculiares. Através deste artigo iremos realizar um estudo dos aspectos psicológicos que envolvem o condutor brasileiro com relação à sua necessidade de auto-defesa quando na direção do veículo. Em diversas fiscalizações por órgãos policiais em cidades do interior demonstram que os condutores estão se amando. Quando não estão em posse de arma de fogo, transportam no seu veículo marretas, cassetetes e facões. 

Perguntado ao condutor que estava na posse de um cassetete artesanal (foto ao lado),  o por quê estaria de posse deste artigo, o mesmo respondeu:

" - Carrego isto porque posso me envolver em uma briga de trânsito(...)"

Este novo comportamento que antes era observado somente nos grandes centros urbanos, agora está presente nas cidades do interior. Afinal, por que os condutores estão tão inseguros a ponto da necessidade de se "armar" em sua defesa própria?  Segundo a Teoria Behaviorista, de Jonh Watson, "Para cada resposta comportamental exige um estímulo". Qual o estímulo que a humanidade está nos propondo para tomarmos tais atitudes? A psicologia quando associada ao estudo comportamental do Trânsito, pode nos trazer algumas percepções que não seriam observadas em uma estrutura comportamental isolada. Fica claro perceber que, o comportamento humano está mudando nos últimos anos com o aumento da violência que, antes era observada somente nos grandes centros urbanos. O medo toma conta da população, estimulando o condutor do veículo a tomar atitudes protetivas e preventivas.

A insegurança do condutor - meios de auto-defesa
O facão (foto ao lado) foi encontrado em um porta-malas de um veículo de passeio de um condutor que, aparentemente, não possuía nenhum aspecto agressivo. Durante várias fiscalizações, fora observado que entre 30 veículos fiscalizados, 5 possuíam um artefato destes no porta-malas. Perguntados sobre o facão, a grande maioria silenciava, às vezes diziam que trabalhavam em sítios da região, outros, timidamente, diziam que poderiam se envolver em alguma briga. Sob a ótica do funcionalismo, William James(1842/1910) , temos que  a consciência como sua grande preocupação. O condutor consciente da possibilidade não só da violência urbana, mas também a rural, a utiliza para adaptar-se ao meio. Logo, este adapta-se ao meio temeroso em que vive transportando a sua "segurança". 

     A sociedade sempre esteve em constante transformação. No século XVIII existiam menos pessoas, o desemprego não era tão exacerbado, os amores eram mais intensos e a insegurança não era tão grande. Em 1980 já tínhamos grandes problemas relacionados à fome, à educação , a superlotação dos centros urbanos e ao desemprego. Hoje temos uma sociedade carente de políticas públicas, que não dá oportunidade ao pobre de se educar, de se desenvolver. Temos a falta de valorização e incentivo ao servidor policial que, com baixos salários, hoje trabalha por amor à sua profissão, protegendo, na medida do possível, a sociedade que tanto ama e por ela trabalha. Diante do caos, as condutas delitivas aumentam, juntamente com o clima de insegurança que se desenvolve em nosso país. 
       Em suma, chegamos à conclusão que o comportamento do condutor é justamente explicado pelo meio em que vivemos. Se vivemos em paz, seu comportamento será bondoso; se vivemos em guerra, será em alerta constante. 
        Afinal, como mudar? Defendemos que a educação para o trânsito é o melhor meio de preservação da vida, que através de campanhas educativas e estudos preventivos possam reduzir as mortes no trânsito. E neste processo, o condutor possui um papel importante. O foco deve ser feito no condutor, pois carros e motos não andam sozinhos. Mudemos nosso modo de pensar e agir, somente assim vamos evitar mortes em decorrência dos acidentes e brigas no trânsito. Sejamos pacientes, e gentis para o exercício do direito ao trânsito seguro. 


Diana Maria

Estudos de Psicologia do Trânsito
www.mestresdotransito.com.br




The Need for Self-defense Conductor Traffic

  Why the driver is arming in traffic?

         The Brazilian motor vehicle driver has some peculiar characteristics. Through this article we will conduct a study of the psychological aspects involving the Brazilian driver with respect to their need for self-defense when the direction of the vehicle. In various inspections by law enforcement agencies in inner cities show that drivers are loving. When not in possession of a firearm, carrying in his vehicle mallets, sticks and machetes.

Asked the driver who was in possession of a handmade baton (pictured right), why would the possession of this article, it said:

"- I carry it because I get involved in a traffic fight (...)"

This new behavior was previously observed only in large urban centers, is now present in the inner cities. After all, why drivers are so insecure about the need to "arm" in his own defense? According to Behaviorist Theory of John Watson, "For each behavioral response requires a stimulus." What is the stimulus that humanity is proposing to take such attitudes? The psychology when associated with behavioral study of transit, can bring us some insights that would not be observed in an isolated behavioral structure. Clearly realize that human behavior is changing in recent years with the increase in violence that was previously observed only in large urban centers. Fear takes account of population, encouraging the driver of the vehicle to take protective and preventive measures.


Insecurity driver - self-defense assets
The machete (pictured right) was found in a trunk of a a driver drive vehicle that apparently did not have any aggressive aspect. During several audits, been observed that 30 vehicles inspected, 5 had an artifact of these in the trunk. Asked about the machete, the vast majority silenced, sometimes said working on sites in the region, other shyly said they could engage in a fight. From the perspective of functionalism, William James (1842/1910), we have consciousness as their major concern. The conscious driver of the possibility not only of urban violence, but also the rural, uses it to adapt to the environment. So this fits in half afraid he lives carrying their "security".

      The company has always been in constant transformation. In the eighteenth century there were fewer people, unemployment was not as exaggerated, loves were more intense and insecurity was not so great. In 1980 we had great hunger-related issues, education, overcrowding of urban centers and unemployment. Today we have a society devoid of public policy, which does not give opportunity to the poor to educate, to develop. We have a lack of appreciation and encouragement to the police server, with low wages, now works for the sake of their profession, protecting, as far as possible, the company he loves and she works. The face of chaos, the criminal behaviors increase, along with the climate of insecurity that develops in our country.
        In short, we concluded that driver behavior is precisely explained by the environment in which we live. If we live in peace, their behavior is good; if we live in war, will be on constant alert.
         After all, how to change? We argue that the traffic education is the best means of preserving life, that through educational campaigns and preventive studies to reduce traffic deaths. In the process, the driver plays an important role. The focus should be done on the driver, for cars and motorcycles are not going alone. Change our way of thinking and acting, the only way we will prevent deaths from accidents and fights in traffic. Let us be patient and kind to the exercise of the right to safe transit.


Diana Maria

Traffic Psychology Studies
www.mestresdotransito.com.br

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